terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

CURIOSIDADES - Resident Evil 1.5

Texto original postado por Revil


A mais de uma década Resident Evil 1.5 desperta a curiosidade e o fascínio dos fãs. Uma equipe que afirma ter uma versão “oficial” do beta de RE2 vem trabalhando na restauração do título a fim de completar o trabalho da Capcom e disponibilizar o jogo para a comunidade.

Depois de muita polêmica e alguns problemas internos, BZork, o líder equipe que trabalha na restauração, emitiu um comunicado oficial no fórum The Horror Is Alive, onde afirma que para evitar mais problemas, decidiu disponibilizar uma versão beta do título. Ele informa que por ser uma versão beta, ainda existem inúmeros bugs, travamentos e outros problemas, mas que isso será totalmente resolvido quando o grupo conseguir finalizar o trabalho e disponibilizar o título de forma gratuita para os fãs. Ele porém, não passou uma previsão de quando isso será entregue. O download pode ser feito por meio deste link.

Saiba mais sobre como seria o jogo:

Guia Especial REVIL: Resident Evil 1.5

Esta página contém apenas um resumo de Resident Evil 1.5. Para saber tudo sobre essa versão Beta, não deixe de consultar o Guia Especial REVIL: Resident Evil 1.5. Em formato PDF, o guia vem recheado de informações sobre a versão descartada de Resident Evil 2, como personagens, inimigos, detalhes da trama e comparações entre os cenários. No final do arquivo há ainda uma entrevista com a equipe de produção que revela alguns detalhes sobre Resident Evil 1.5 e os motivos do descarte do projeto. Você pode baixá-lo clicando na figura abaixo (clique com o botão direito do mouse na imagem e escolha as opções de download do seu navegador.):

Introdução

O jogo hoje chamado de Resident Evil 1.5 (ou Resident Evil 2 Prototype) é a versão protótipo de Resident Evil 2, que deveria ter sido lançada em março de 1997 no PlayStation One e no ano seguinte no Sega Saturn. O jogo foi anunciado inicialmente no verão de 1996 e foi descartado a 70-80% de sua finalização, um mês antes do lançamento.
De acordo com Shinji Mikami, o projeto inicial de Resident Evil 2 foi descartado devido a um descontentamento seu com vários aspectos do jogo. Segundo o produtor, as idéias gerais para o game eram muito boas, mas não funcionavam bem como um conjunto. Ainda, Mikami não teria ficado satisfeito com os gráficos e nem com o clima imposto no game. O produtor ainda estava insatisfeito com o roteiro, e acreditava que ele não despertaria o interesse dos jogadores por um futuro “Resident Evil 3”.

Leon S. Kennedy

Um policial novato que acabou de ser contratado pela polícia de Raccoon. Ele parece ter a força de um policial treinado e as inseguranças de um novato. Diferentemente da versão final, Leon começaria o jogo no telhado da R.P.D, no heliporto, e não ainda nas ruas da cidade. Sua primeira estratégia é dirigir-se ao escritório do delegado DJ (ou Brian Irons) da R.P.D a espera de resgate, mas, pouco a pouco ele vê seus companheiros se transformando em mortos-vivos e em ameaças à sua própria vida. Leon encontra o delegado ferido gravemente e o policial Marvin Branagh em perfeita saúde, que é quem lhe explica o que está acontecendo na cidade.

Elza Walker

Uma jovem ativa que adora motocicletas. Com a esperança de recrutar companheiros que gostem de motos na Universidade de Raccoon para formar uma equipe de corrida, ela deixa sua cidade natal e se muda para a pequena cidade com a sua moto. Presa em meio ao caos, ela busca abrigo na delegacia de polícia. Apesar de algumas semelhanças psicológicas com Claire Redfield, que a substituiu na versão final de Resident Evil 2, Elza não possuía ligação alguma com Chris.


Personagens Secundários

Os personagens da família Birkin, Sherry, Annette e William (monstro e humano) também estariam presentes em BioHazard 1.5. No cenário de Elza, Sherry seria jogável, assim como no cenário de Claire na versão final. Linda era, provavelmente, uma cientista da Umbrella, pelas roupas que usava nas artworks e em conceitos iniciais. Ela era uma personagem secundária e jogável do cenário de Leon, e provavelmente é uma versão protótipo de Ada Wong. Marvin Branagh era um personagem secundário e jogável no cenário de Leon na versão inicial. O delegado Brian Irons seria um homem de boa índole, ao contrário do mostrado em Resident Evil 2, e seria encontrado mordido gravemente em seu escritório. John era a versão inicial de Robert Kendo, e seria um personagem secundário no cenário de Elza com muito mais importância que o vendedor de armas da versão final. Um personagem chamado Roy não foi aproveitado para Resident Evil 2 e pouco se sabe sobre ele atualmente. Ele, provavelmente, era um dos agentes da R.P.D, talvez um colega de Leon.
 

Inimigos

Resident Evil 1.5 possuía muitos inimigos diferentes dos mostrados em Resident Evil 2. Havia vários tipos de zumbis (gordos, magros, que corriam e se arrastavam), de diferentes sexos e raças, que apareceriam em maior quantidade (até 10 por tela) e seriam mais ágeis que os do primeiro jogo. O número de zumbis seria um fator decisivo na hora de escolher que caminho seguir. Havia um monstro metade homem, metade aranha, que parecia uma versão evoluída das chimeras de Resident Evil 1, e era encontrado nos laboratórios. Havia também aranhas comuns, que se deslocavam pelos dutos de ventilação, como em CODE: Veronica. O game ainda apresentaria cachorros-zumbis de dois tipos: os clássicos dobermans, como em Resident Evil 1 e pastores alemães, exclusivamente na delegacia de polícia. Gorilas monstruosos e agressivos também marcavam presença, em dois tamanhos: grandes, mais resistentes, e pequenos, mais fáceis de matar. Como na versão final, havia um enorme crocodilo, mas em Resident Evil 1.5 existia também uma versão menor. Willian Birkin também teve sua versão protótipo: com apenas duas versões de transformações exibidas, o corpo era volumoso e com várias vasos. Ele chamava pela filha Sherry repetidamente, enquanto vagava pelos cenários.

Armas

Muitas armas presentes em Resident Evil 1.5 não fizeram parte de Resident Evil 2, como por exemplo, granadas de mão e armas automáticas. Havia diferentes roupas de proteção (inclusive uma a prova de fogo) que diminuíam o dano aos personagens quando atacados e também permitiam o carregamento de mais itens. Este conceito foi parcialmente abandonado em Resident Evil 2, onde ainda é possível expandir os inventários com a obtenção do “side pack”. Os inimigos poderiam danificar as roupas de proteção dos personagens, que ficavam rasgadas quando estes sofriam muitos ataques, o que diminuía a sua eficiência. Ainda, se um zumbi fosse baleado muito de perto por um dos personagens, o sangue mancharia as roupas, o chão e as paredes. O nível de violência do jogo também era bem maior que em Resident Evil 2: os zumbis literalmente explodiam, formando uma chuva de sangue e tripas quando atingidos por armas mais pesadas.

Abaixo você pode acompanhar um gameplay realizado pelo canal YouGamePlayBr